Não sei ao certo quem fez essa grande divulgação do trabalho que faço aqui, mas quero agradecer muito!
E a quem nos visita pela primeira vez, conheçam nossos capítulos mais antigos, permaneçam leitores fieis e aguardem que vem aí mais temporadas do Caçadores do Medo Beta!
att. Master Hunter
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
terça-feira, 24 de setembro de 2013
# relato 10: Emboscada
Não tive muito tempo para pensar.
Ao me virar só puder ver aquele tentáculo negro vindo em
direção a meu rosto. Minha única saída era me jogar da sacada e o fiz. Não era
possível, eu li B.O.B. na ficha, mas eu não era cego. Aquele que me atacou era
quem eu mais queria ver.
Slender Man, finalmente a hora da minha vingança tinha
chegado!
Espere um pouco. Eu ouvi um grunhido. O Slender não
produz tal barulho. Até parece que alguém queria que eu estivesse ali e
pensasse que fosse outra criatura. Aquele encontro havia sido planejado por
alguém, mas nesse momento não importa. Eu estava onde queria.
Cai no chão, mas logo me levantei e corri para dentro da
casa, já me deparando com a criatura que estava na sala.
Nos encaramos por alguns segundos. Ela parecia querer
entender quem eu era. E eu por minha vez planejava todos os golpes que daria na
criatura. Estava tão concentrado nos meus planos que não percebi o sangramento
em meu nariz. Lá estava eu novamente enfraquecendo diante de quem não moveu um
dedo pra cima de mim.
Estava já perto de desmaiar quando atentei que ainda
usava os óculos. Eu achava que não ia conseguir muito mais, então removi o que
prendia minha interferência e olhei a criatura na face. Sei que se ele tivesse
olhos estaria olhando profundamente nos meus.
Sua atitude mudou, ele agora parecia tentar entender quem
era que o olhava exatamente como ele olhava. Ele agia como um animal que é
lançado contra uma criatura que o ameaça e se sente ameaçado.
Era minha vez! Aparentemente ao liberar minha
interferência senti redução no efeito da interferência do Slender sobre mim. Me
permiti um impulso em direção a criatura, corri já cerrando meu punho para dar
um soco, quando ele apenas sumiu. Por sorte o que tenha quebrado a porta,
espalhou muitos cacos de vidro pelo chão. Ouvi um pedaço se quebrando e me
joguei a tempo suficiente de evitar um tentáculo, mas não o suficiente de
evitar o segundo, quem me acertou em cheio no ombro me fazendo cair. Tentei
levantar mas logo outro tentáculo acertou-me na face quase me desmaiando. Pude
sentir o último tentáculo envolver meu pescoço e erguer meu corpo, me
sufocando.
Num último suspiro, agarrei sua gravata. Qual não foi
minha surpresa em sentir um tentáculo perfurar meu ombro como um tiro certo. O
grito que dei foi absurdamente alto, e só naquele momento me lembrei do que
aconteceu na época de Landaw. O grito intensificou minha interferência, que o
assustou e o fez desaparecer novamente.
Estava lá largado no chão da mansão, sangrando pelo nariz
e pelo estrago que havia agora em meu ombro. Foi quando pude ouvir sirenes e
pessoas se aproximando. Era uma equipe da Fundação indo me resgatar.
Acordei já no conforto do lar. Uma maca na enfermaria da
SCP. Dessa vez nem Anna nem Guurg vieram ao meu encontro. Apenas um grupo de
cientistas e a Diretoria. Perguntei o que havia acontecido e o Presidente na
minha cara respondeu que eu devia ter pego a ficha de arquivo errada em cima da
mesa. O detalhe é que só havia uma única ficha. Algo estava muito errado com
essa história, mas até conseguir o que eu queria não iria sair de lá.
Pedi para me mandarem numa missão em caça ao Slender e
pela primeira vez eles concordaram. Disseram que não havia interesse em se
aproximar do Slender antes, mas devido a uma quebra no equilíbrio, algumas
criaturas estavam se comportando estranhamente. Só não tinha condição de fazer
nada naquele momento.
A dor que sentia era diferente de uma dor normal. Ela
doía num lugar não palpável, como se o medo e o terror pulsassem dentro de mim.
Mais resultados de exames chegaram. O diagnóstico foi terrível: o contato
direto e prolongado com o Slender fez com que aquela doença piorasse
consideravelmente. Nem os comprimidos Panacea (SCP-500) seriam eficazes contra
aquilo. Ou seja, no fim das contas eu estava para morrer. Legal isso não?
Já desestimulado com tudo aquilo, decidi me manter na
cama e apenas esperar os dias passarem, até algo me acontecer.
O que eu mais estranhava era que todos diziam que Anna e
Guurg estavam lá, mas em momento nenhum recebi uma visita deles. Certo dia um
jovem que se apresentou a mim como Dark Hunter me deu um livro para passar o
tempo, o livro se chamava: Entendendo o funcionamento do SCP-2559. E haviam
gatos na capa.
Perguntei a ele que piada era aquela e ele me disse que
além de achar que olhar animais fazia as pessoas se sentirem melhor, disse que
de onde menos se espera vem a ajuda. Não dei ouvidos.
Alguns dias após estava com sangramentos fortes pela boca
e nariz. O lugar onde o tentáculo havia me acertado também minava sangue. Acho
que estava perto da minha hora. Pode parecer piada mas peguei o livro e comecei
a ler e ver as fotos dos animais. Era isso! Talvez houvesse algo mais nessa
dimensão, a minha cura poderia estar lá!
Me arrastei até a máquina para ligá-la tentando não
chamar atenção de ninguém. Segui os procedimentos para ligar a máquina que
tinha um contêiner onde os objetos eram teleportados. Ao ligar ela fez um
barulho muito alto, quase ensurdecedor, gritei de dor nos ouvidos e mais uma
vez outra dose de interferência foi liberada afetando o funcionamento da
máquina. Eu achei que não era nada demais. Me preparei para ir ao contêiner
quando em cima apareceu a mensagem na tela: Teleporte Concluído!
Me aproximei do contêiner o suficiente para ver sua porta
começar a abrir por dentro...
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
# relato 9: Só um servo
Já havia se passado uma semana desde o ocorrido.
Não houve um único dia em que meu corpo inteiro não
doesse, nem que minha cabeça ficasse formando aquele símbolo em tudo que eu
olhava.
O que estava errado comigo. O que eles estavam tentando
fazer comigo? O que havia sido aquilo que me arremessara tão longe?
Guurg e Anna vieram me visitar algumas vezes, Anna era
melhor em camuflar sentimentos, mas Guurg tinha nítido em sua cara a
preocupação. A pessoa que o tinha trazido até aqui, agora estava impossibilitado
de o dar acompanhamento.
Um dos médicos da Fundação veio me avisar que eu passaria
por uma bateria de exames e me dariam alguma resposta.
Mais dois dias de espera. Dessa vez as dores diminuíram
consideravelmente, em compensação meus olhos queimavam.
Os resultados finalmente chegaram.
Realmente eu tinha a habilidade dos proxys , e sua doença
também me acompanhava. O fato de ter esforçado meu corpo com uma habilidade de
Proxy também tinha agravado momentaneamente os sintomas da doença.
Eu teria que acostumar meu corpo até que esses sintomas
reduzam, ou que eu me acostume com eles. Afinal se um esforço de meio segundo
me deixou uma semana de cama, nem quero imaginar o que pode me acontecer se eu
tentar usar por mais tempo.
No fim eu era só um servo dele. O Slender podia não ter
controle sobre minha mente, mas meu corpo estava sujeito a sua doença. Pensando
melhor agora, o que eu fiz durante o exercício se compara ao meu primeiro
encontro com aquela criatura. O que mais seria eu capaz de fazer igual a ele?
Pra completar acharam mais um inconveniente: a minha
interferência era diferente, ela se acumulava no meu corpo e periodicamente eu
teria que “libera-la” senão as consequências a meu corpo poderiam ser mortais.
Se eu usasse, ficava passando mal, se eu não usasse
poderia até morrer.
Antes que minha cabeça pudesse gerar mais ideias (ou
dores) o agente que supervisionava a divisão Caçadores do Medo veio me retirar
do quarto pra me enviar a minha próxima missão!
Ainda bem. O ruim dessa missão é que não deixaram o Guurg
ir comigo, disseram que essa era solo e que ele estaria atarefado demais. Na
verdade nem me deixaram o ver antes de sair. O resumo da missão me foi
entregue, mas confesso que a ansiedade em sair daquela cama me fez esquecer de
lê-lo.
Fui deixado próximo a uma mansão, muito bonita, próxima a
uma floresta. Tratei de me situar logo na varanda do 1º andar. A casa estava
sem energia, mas tenho certeza de ter passado por sangue em vários pontos dela.
Quando eu já ia começar a fuçar os arquivos do resumo ouvi
um barulho. Era uma porta sendo empurrada, pela altura acho que ela deve ter
sido derrubada.
Ouvi então aquele grunhido que penetrou meus ouvidos e
mente causando um calafrio. Senti um aperto no peito.
Abri rapidamente o arquivo só para conseguir enxergar o
nome B.O.B.
Me virei para trás quando...
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quinta-feira, 22 de agosto de 2013
# relato 8: Quando vem a calmaria
Pra começar gostaria de esclarecer uma coisa: A essa altura da minha história de vida todos devem estar me imaginando um galã, um agente secreto.
Não, eu não sou isso. Não vivo na noite em festas, mas vivo em missões.
Não tenho belas mulheres como companhia e sim cientistas de jaleco.
Não tenho homens maus e ambiciosos como vilões, na verdade eles são anjinhos perto do que eu enfrento.
Não tenho corpo definido, abdome sarado, cabelo perfeito e um sorriso simpático. Todos esses conceitos são pra trazer conforto a imagem de um agente.
Eu tenho meus problemas, não tenho jeito pra andar, fico nervoso com as missões e se alguém olhar em meus olhos tem pesadelos. E ainda assim sou o mocinho dessa história.
A vida é irônica...
Desculpem cansar vocês com esse desabafo. Só toquei no assunto porque num momento mais tranquilo, assistia televisão a um filme de agentes, mas o mesmo foi interrompido por notícias. Parece que um segundo manicômio foi invadido. Não me importava...
Como mencionei, os nossos treinamentos estavam começando de verdade.
Sessões de musculação não eram parte disso. O objetivo era testar e aumentar nosso limite físico de cansaço, stress e dor.
Minha desconfiança quanto ao Slender Man e a SCP só aumentavam a cada dia, mas sem provas não tinha como dizer nada.
Nossas provas eram: desviar de facas lançadas enquanto recitávamos textos de regras internas, escaladas em cordas enquanto pessoas puxavam outras cordas presas a nosso corpo, fazer testes e ouvir que nosso desempenho era mínimo, sessões de luta com os braços amarrados...
Tudo que nos fizesse fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e rápido planejamento para próximas ações.
Claro que o aumento no stress fez com que a interferência aumentasse e com ela uma chata dor de cabeça.
O pior momento, acredite, foi a esteira. Todos me olhavam com olhares de expectativa imensos. Era só uma esteira...
Comecei na velocidade baixa, apenas caminhando. Alguns minutos depois aumentaram a velocidade e então por último estava correndo. Não sei o que eles tinham na cabeça mas continuaram aumentando a velocidade momento após momento. A situação de stress estava aumentando e se eu perdesse meio segundo de atenção, cairia na hora.
Pedi para que parassem e eles aumentaram ainda mais. Tudo que minha cabeça permite lembrar é que estava em tal velocidade que meu nariz começou a sangrar, lembro-me de fechar os olhos e ver aquele símbolo do círculo com um grande "X". Em uma questão de milésimos pude sentir meu corpo sendo impulsionado adiante, mas sem controle algum, derrubei a esteira e caí longe.
As duas últimas lembranças que lembro desse momento são vozes dizendo algo como "Conseguimos!" e alguns momentos depois com a visão muito turva e semi-desmaiado, uma sequencia numa ficha.
Era algo como SCP-X-2.
Não, eu não sou isso. Não vivo na noite em festas, mas vivo em missões.
Não tenho belas mulheres como companhia e sim cientistas de jaleco.
Não tenho homens maus e ambiciosos como vilões, na verdade eles são anjinhos perto do que eu enfrento.
Não tenho corpo definido, abdome sarado, cabelo perfeito e um sorriso simpático. Todos esses conceitos são pra trazer conforto a imagem de um agente.
Eu tenho meus problemas, não tenho jeito pra andar, fico nervoso com as missões e se alguém olhar em meus olhos tem pesadelos. E ainda assim sou o mocinho dessa história.
A vida é irônica...
Desculpem cansar vocês com esse desabafo. Só toquei no assunto porque num momento mais tranquilo, assistia televisão a um filme de agentes, mas o mesmo foi interrompido por notícias. Parece que um segundo manicômio foi invadido. Não me importava...
Como mencionei, os nossos treinamentos estavam começando de verdade.
Sessões de musculação não eram parte disso. O objetivo era testar e aumentar nosso limite físico de cansaço, stress e dor.
Minha desconfiança quanto ao Slender Man e a SCP só aumentavam a cada dia, mas sem provas não tinha como dizer nada.
Nossas provas eram: desviar de facas lançadas enquanto recitávamos textos de regras internas, escaladas em cordas enquanto pessoas puxavam outras cordas presas a nosso corpo, fazer testes e ouvir que nosso desempenho era mínimo, sessões de luta com os braços amarrados...
Tudo que nos fizesse fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo e rápido planejamento para próximas ações.
Claro que o aumento no stress fez com que a interferência aumentasse e com ela uma chata dor de cabeça.
O pior momento, acredite, foi a esteira. Todos me olhavam com olhares de expectativa imensos. Era só uma esteira...
Comecei na velocidade baixa, apenas caminhando. Alguns minutos depois aumentaram a velocidade e então por último estava correndo. Não sei o que eles tinham na cabeça mas continuaram aumentando a velocidade momento após momento. A situação de stress estava aumentando e se eu perdesse meio segundo de atenção, cairia na hora.
Pedi para que parassem e eles aumentaram ainda mais. Tudo que minha cabeça permite lembrar é que estava em tal velocidade que meu nariz começou a sangrar, lembro-me de fechar os olhos e ver aquele símbolo do círculo com um grande "X". Em uma questão de milésimos pude sentir meu corpo sendo impulsionado adiante, mas sem controle algum, derrubei a esteira e caí longe.
As duas últimas lembranças que lembro desse momento são vozes dizendo algo como "Conseguimos!" e alguns momentos depois com a visão muito turva e semi-desmaiado, uma sequencia numa ficha.
Era algo como SCP-X-2.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
# relato 7: Nova casa, história antiga
Após nos recuperarmos do incidente com o Jeff, era a hora
de voltar. Avisei ao Guurg para pegar poucas roupas em casa, pois na SCP
teríamos fardas. Acho que ele estava muito empolgado, pois me deixou no meio da
escada e subiu correndo. De qualquer forma aproveitei para ver o ferimento que
eu tinha. Ele estava incomodando, mas nada que não pudesse aguentar.
Resolvi subir e enquanto passava por um dos andares pude
ouvir vindo de um apartamento o noticiário da TV falando sobre uma invasão a um
manicômio. Não dei atenção e logo subi até achar a porta aberta e Guurg
arrumando sua mochila, entulhando alguns papeis dentro dela. O apressei. Precisávamos
ficar “fora do radar” logo.
Estávamos chegando a cabana isolada no meio da floresta,
confesso que ainda não havia me acostumado com o lugar e tinha arrepios, mas
para descontrair resolvi criar uma sequência de batidas para abrirem a porta e
ele ficou espantado quando a portinha de carvalho se abriu revelando a grande
porta de aço. O que ele não sabia é que desde o começo da floresta já estávamos
sendo monitorados e que ninguém ia aquele lugar que não fosse da Fundação. Foi
divertido. Uma das poucas vezes que pude esboçar um sorriso.
Lá dentro fomos recepcionados por um agente com patente
de capitão. Ele logo se apressou em chamar Guurg para uma conversa reservada a
portas fechadas.
Enquanto isso fui passar o relatório da missão. O
supervisor logo me parabenizou pelo sucesso, mas Anna passou por trás de mim e
sussurrou em meu ouvido: “Bela dupla contra o Jeff...”, do jeito que ela era,
eu sabia que ela tinha arrumado uma forma de nos localizar enquanto tudo
acontecia.
Logo o supervisor começou: “ Bom, Orion, você pode perceber
que o Jeff não é um assassino qualquer. O estrago emocional que ele deve ter
causado ao ... Guurg, certo? Bom o estrago deve fazê-lo ficar aqui um tempo
antes de entrar em ação. Mas você tem novos objetivos. Precisamos que você
apreenda alguns objetos para estudos e fora eles que faça uma monitoria de
alguns SCPs para observar comportamento. Isso pode ajudá-lo nas missões
futuras.”
Logo disse que Guurg era mais forte que eles pensavam, e
perguntei por que indiretamente ele estava me fazendo ficar interno, quando a
missão era claramente externa?
A resposta que obtive foi que eram ordens superiores.
Besteira...
Resolvi no ímpeto perguntá-lo sobre o Slender Man, quando
eu iria atrás dele?
Vi sua feição mudar, ele ficou com a cara espantada e
logo devolveu: “Não temos interesse nenhum, nem conhecimento sobre ele. Foque
em sua missão.”.
Troquei rapidamente um olhar com Anna e ela logo percebeu
que eu precisava de informações e seu olhar de volta já me respondia
afirmativamente!
Calei-me e me levantei para começar a monitoria.
Fui liberado numa seção secreta onde estavam algumas “celas”
contendo SCPs.
Alguns eram meros objetos, outros tinham vida. Pude ouvir
em uma cela especial uma voz áspera chamando. Era a cela do SCP-49. Me
aproximei suficiente para ouvir a voz falando:
“Meu jovem, você não tem a praga. No entanto vejo algo
diferente em você.”
No momento não dei muita atenção e logo me virei. Foi quando
ele falou:
“Você quer achá-lo não? Aquele que fez isso em você!”
Voltei com tudo e estava disposto até mesmo a abrir a
porta e encarar quem estava falando. Foi quando uma mão me puxou. Era Anna. Ela
me disse pra não me arriscar por isso agora, para esperar os resultados de sua
pesquisa.
Me acalmei e decidi voltar.
Ao entrar no salão, pude ver Guurg lá. Ele estava pensativo,
mas ao me aproximar ele demonstrou normalidade.
O supervisor se aproximou de nós e disse: “Bom, agora que
já temos 2, vamos começar os treinos de verdade. Estão prontos para serem
agentes?”.
Se o que eu tinha passado até agora não era ser agente,
começo a me preocupar comigo e com Guurg.
Mal sabia o que me esperava no mais simples dos exercícios:
a esteira.
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
# relato 6: Luta a 3
Eu não podia acreditar que aquilo estava acontecendo. Era
uma missão simples. Chegar até o Guurg, abordar ele e pronto.
Nada pode ser muito simples quando se lida com o
sobrenatural...
E principalmente um serial killer...
Eu havia me encontrado com o Slender e foi um senhor
susto, mas ao me deparar com esse que chamavam de Jeff, pude ter certeza do
motivo da SCP ter me mandado atrás dele.
Pude ver o misto de desespero e ódio nos olhos do Guurg
ao se deparar com ele. Logo fitei Jeff, perguntei o que ele queria (que estúpido
eu era). Ele logo respondeu: “Terminar um serviço mal feito, e depois começar
outro!”.
Olhei novamente pro Guurg. Se ele acertar no Jeff um
chute desses que ele quase deu em mim, estamos salvos. Naquele momento então
percebi o estado dele. Ele estava paralisado em frente a Jeff e não se movia.
Num daqueles momentos em que poucos segundos se tornam uma eternidade, pensei
como seria para mim, encarar o Slender Man poucos meses após o ataque. Não sei
como reagiria, mas entendo perfeitamente a reação do Guurg.
Tive que parar de pensar, quando vi o Jeff iniciando seu
movimento. Definitivamente de humano só havia a carcaça. Ele se moveu de uma
forma que meus olhos acharam difícil de acompanhar, sendo necessário eu pular e
empurrar o Guurg pro chão. Jeff me olhava, me analisava. Aqueles olhos não eram
normais, davam agonia na alma. Que ironia, não sei o que o Guurg viu em mim sem
óculos, mas eu era um monstro tanto quanto o Jeff.
Novamente perdido em pensamentos, mal pude ver sua aproximação.
Esta distração me custou um arranhão no braço. A lenda do Jeff fazia jus a sua
real existência. Era apenas um corte, mas o sorriso que ele tinha no rosto ao conseguir
ferir alguém, o clima pesado que o cercava, tudo aquilo fazia um simples corte
me doer até a alma.
Ele não estava satisfeito, principalmente pelo desvio que
fiz (graças a um ótimo treino na SCP), ele queria mais e veio atrás da morte
tão desejada. Facada, facada, facada, golpe após golpe eu desviava com certa dificuldade.
Ele além de rápido tinha uma sede de morte que nunca tinha visto antes. Eu já
estava entrando em desespero. Cada golpe estava mais perto de mim. Pelo menos
um dos flashes que vieram a minha cabeça colocaram-na no lugar.
Eu não achava minha vida ruim, mas desde o incidente
novos objetivos e uma nova realidade me foram impostos. Eu precisava me
encontrar com Landaw um dia, manter Anna segura, fazer minhas missões na SCP,
manter o Guurg a salvo até que ele fosse um caçador pronto. Não podia esquecer
do principal.
Slender.
Eu precisava viver mais para encontrá-lo, entendê-lo, por
um fim a tudo aquilo.
De volta a realidade, vi Jeff a centímetros de mim. Eu
precisava viver e ele não iria me impedir. Não até aquela facada que veio na
direção do meu coração.
Eu vi então Jeff ser arremessado com aquele chute tão
esperado do Guurg. Ele se colocou entre mim e o Jeff. Jeff não demonstrou dor ou
surpresa, na verdade seu olhar era o mesmo.
Guurg falou: “Essa luta é minha, nem você Master se
intrometa, nem você Jeff ouse atacá-lo antes de lutar comigo.”.
Não entendi muito bem a situação mas aquela missão ainda
era minha. Guurg terminava sua frase quando Jeff reiniciou seus ataques.
Em velocidade frenética ele avançou, mas pela primeira
vez demonstrou surpresa. Na verdade não pude ver nada além disso pois fui
atingido em cheio por Guurg na face. Meus óculos caíram.
O que estava acontecendo? Era uma armadilha para mim?
De olhos fechados não sabia o que estava acontecendo.
Achei que ia morrer quando senti aquelas mãos segurarem minha face. Houve um
grito.
“Abra os olhos agora!”
Imediatamente abri-os, no momento exato em que Jeff
estava tão próximo que podia sentir aquele frio que emanava dele.
Novamente a sensação de me sentir um monstro. Jeff ao se
deparar com meus olhos,hesitou. Pulou para trás o suficiente para sumir na
escuridão proclamando suas últimas palavras.
“Ele não. Não pode ser. Saia. Saia. Vá dormir.”
Guurg me deu meus óculos de volta. Pediu desculpas pela
estratégia improvisada. Eu realmente estava feliz em tê-lo como amigo. Só minha
interferência não era muito referencial para uma luta contra ele.
“Então Master Hunter, para onde estamos indo mesmo?”
“Para a Fundação SCP, nosso novo lar.”
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quarta-feira, 10 de julho de 2013
quinta-feira, 4 de julho de 2013
# relato 5: Recrutamento
Não pensem vocês que eu sempre fui sério. Na verdade acho
que escondido em mim ainda existe um senso de humor. Ele só teve que ser
escondido para sobreviver. Lembro-me que desde que tudo isso começou eu não
havia colocado um mísero sorriso em minha boca. Não até minha primeira missão.
“Você não será monitorado. Estará só em campo. Já sabe a
missão. Traga a vítima viva. E evite qualquer confronto. De qualquer tipo.
Entendido?”
Eu sabia que era minha primeira missão. Tinha que fazer
tudo certo para que continuassem a confiar em mim. E o mais importante, para
que eu pudesse desenvolver minhas habilidades sem que eles me observassem.
Fui enviado a cidade da vítima para a missão. Era noite e
eu estava sentando num banco numa praça. Foi quando eu notei a foto que me
entregaram e um rapaz que se aproximava. Passos rápidos, olhar desconfiado, mas
seguro. E um enorme curativo em sua face. O que quer que esse Jeff fosse não
estava para brincar.
Ele ia passando por mim quando o abordei. Na verdade não
sabia como abordar ele, e na minha estúpida concepção de agente secreto, tentei
dar uma de galã.
“Bela cicatriz isso vai deixar han?”
Nesse momento vi meu erro. Numa disparada rápida o rapaz
quase me acertou com um chute. Passou a poucos centímetros do meu rosto. Já
havia iniciado o dialogo (mesmo de forma errada), então tinha que ir até o fim.
Eu disse logo que estava ali para ajudá-lo.
“Ninguém pode me ajudar, nem eu preciso de ajuda!”
respondeu rápida e asperamente. Logo deu as costas para mim e saiu andando.
“Você quer quem fez isso em você não é? O Jeff!”
Aquelas palavras os fizeram parar por alguns segundos.
Logo se virou para trás e já veio se aproximando de forma que parecia preparar
um próximo golpe.
“Você conhece ele? Me diga onde ele está. Aquele maldito
vai morrer!” logo retrucou.
Logo respondi “Pare! Eu também estou atrás dele. Na verdade eu posso lhe ajudar sim. Estou vindo em nome
de quem procura o Jeff e quer te oferecer essa oportunidade!”
Ele parou e passou a demonstrar discretamente interesse
no que eu falava.
Continuei “Nós dois estamos atrás de algo que nos causou
marcas profundas. Que nos mudou, mas não nos venceu. O lugar onde trabalho está
me dando essa oportunidade. Treinar e me desenvolver para vencer o que tirou
minha normalidade!”
Ele logo se exaltou “Você tem noção do que esse monstro
fez a mim? Não sei o que é dormir a dias. Eu fecho os olhos por 2 segundos e
posso ouvir aquela voz que gela a espinha. Fora essa cicatriz que vai ficar em
meu rosto. Não venha me falar de perder a normalidade. Você é normal até
demais!”
Não pude deixar de sentir o que ele falava. Realmente pra
quem não me conhecia, eu aparentava uma pessoa comum. Mas não era. Eu ia provar
isso a ele. Mas definitivamente meu começo de carreira como agente me implica
péssimas escolhas.
“Normal? Você acha que eu sou normal? Vou te mostrar uma
coisa. Se eu tirar esses óculos aqui posso fazer você passar mais noites sem
dormir que encarando o Jeff.” Naquele momento resolvi tirar o óculos e
encará-lo. Péssima escolha. Com um belo sorriso na cara e os olhos abertos,
criei uma interferência que o atingiu rapidamente. Não sabia exatamente o
efeito, mas ele me olhava com um desespero que me fez pensar o que eu tinha me
tornado. Rapidamente pus os óculos de volta. Minha sorte é que o rapaz tinha
uma boa coragem.
“Esquece o que eu disse. Você não é normal, mas me
convenceu a ir com você. Mas me diga o que é exatamente o lugar onde você
trabalha e quem é você.”
Respondi com um tom de orgulho “Meu nome é Master Hunter.
Trabalho na Fundação SCP, liderando a divisão especial Caçadores do Medo. Estou
aqui a pedido de meus superiores para recrutá-lo e juntar informações sobre
esse tal Jeff. Li seu arquivo e já tenho seu nome em mente. Bem vindo a equipe
Guurg Hunter!”
Naquele momento com um sorriso aliviado e uma confiança
estabelecida Guurg baixou a guarda e selamos um aperto de mão. Tudo estava
começando a dar certo e se acalmar.
“E aí Guurg, pronto pra caçar o Jeff?”
Antes que ele pudesse responder ouvimos aquela voz que
causa tamanho arrepio que nos faz virar o pescoço para trás.
“Que falta de educação de vocês. Falar por trás de mim.
Agora vou ter que colocar vocês para dormir! SHHHH...”
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
# relato 4: Primeiras Instruções
Alí estava
eu, diante daquela escadaria escura, sem fazer ideia do que esperar. Tentei
chamar pelos agentes, mas não obtive sucesso. Não sabia ao certo o que esperar
daquilo tudo, afinal era a primeira coisa que eu tinha visto desde meu
alojamento na SCP. Eu esqueci de mencionar esse detalhe, os cientistas estavam
me mantendo quando em contato com outras pessoas com uma venda sobre os olhos.
Segundo eles todo o processo de stress causado pelo encontro com Landaw, a
chegada na SCP e os estresses das análises e testes em mim haviam desencadeado
um processo de interferência. Em teoria a minha interferência estava “ligada” o
tempo todo. Era um ponto negativo para contrabalancear com o fato de ser um Proxy
100% consciente.
Mas voltando
a minha “aventura”. Pensei que não haveria outra saída senão descer as
escadarias até o fim e encontrar a cela onde o fantasma estava aprisionado.
Como eu estava errado. À medida que eu descia, minha visão ia se acostumando
com a escuridão e a lanterna com pouca luz estava dando sua ajuda. Afinal,
quantos andares essa escadaria possuía? Continuei descendo até que ao fazer a
descida do andar 14 para o15 tive uma inesperada surpresa. Pude ver de forma
rápida um vulto negro se aproximar de mim com velocidade, o pior foi a sensação
que senti quando aquilo atravessou meu peito. Pude sentir a pior sensação do
mundo, algo que poderia ser comparado a própria morte. Era uma sensação de
desespero e angústia, ao mesmo tempo que havia um queimar intenso no meu peito.
Quase caí, mas por sorte foi tudo muito rápido. Não sabia ao certo o que estava
acontecendo naquele lugar, mas estava torcendo para o fantasma não ser pior do
que aquilo. Seguiram-se os andares de forma mais tranquila. Eu estava começando
a me acalmar novamente, se eles achavam que esse era o estímulo adequado para
conseguir outro efeito de grito, estavam bem errados.
20,21,22,23,24,25,26...
no andar 27 tive outra surpresa com outro vulto daqueles, a sensação foi muito
pior. Assim como um machucado que você acha estar bom e leva uma pancada forte
logo em cima e você sente bem mais dor que o machucado inicial, esta foi minha
sensação. Lembro-me de ter caído no chão com os olhos lacrimejando e a boca
salivando e de ter ficado encolhido no chão por uns 5 minutos. Quando consegui
reunir minhas forças novamente, decidi encarar o tal fantasma, ou pelo menos
tentar. Foi quando cheguei ao 50º andar. O corpo já cansado e a cabeça sem
pensar direito deram de encontro com algo diferente. No
meio de tanta escuridão havia uma face, não muito nítida, mas estava lá.
É isso, eu cheguei até algum agente que vai me ajudar!
Não. Tudo com
o que me deparei ao ir me aproximando era aquela coisa bizarra, aquela face
branca com feição de um morto e aquele corpo deformado formado por um vulto
negro, era ele. Eu estava de frente ao SCP-87. Não havia nada a perder então
tentei lançar meu grito sobre a criatura. Nesse momento luzes fortes se
acenderam me cegando. Uma voz disse: “BRAVO! BRAVO! Você realmente é um rapaz
de coragem!”. Eu me perguntava o que estava acontecendo enquanto a venda me era
posta sobre os olhos novamente e eu era retirado daquele lugar.
Chegando a
uma sala começaram a explicação. Nunca estive dentro do SCP-87 de verdade,
aquilo era uma simulação dos efeitos do mesmo para ver até onde eu iria. Eles
disseram que era perigoso demais expor um agente a uma situação daquelas sem
treino adequado e que eles também não iriam querer danos ao 87. Também falaram
que haviam criado a solução para o problema da interferência nesse tempo. Foi
quando fui apresentado ao meu novo óculos escuro! Pude tirar a venda e tê-lo
colocado em meu rosto. Abrir os olhos foi uma sensação muito agradável. Poder
ver os que me cercavam e qual não foi o alivio ao ver um rosto familiar. Anna
estava lá, já engajada nos projetos da SCP.
Fui instruído
sobre os óculos e para nunca tirar ele. Ele possuía 2 funções: Por dentro me
dar visão noturna e informações quando necessário e por fora conter toda a
interferência que eu gerasse. Finalmente entendi que minha interferência estava
na minha vista e que meus gritos nada mais faziam que aumentar minha circulação
na face, por consequência nos olhos, intensificando a interferência. Também me
foi dada a minha farda de agente. Por fim recebi minha primeira missão oficial:
“Ouvimos
boatos que um assassino em série tem aprontado muito por ai, mas em uma das
suas tentativas ele não obteve êxito. Queremos que você descubra mais
informações sobre esse assassino e nos traga essa vitima, para que possamos
estudar o caso.”
E foi nesse
momento que eu soube, não poderia ser um simples assassino, não. Ele tinha algo
mais e eu iria descobrir.
“Mais uma
coisa agente Hunter! Temos apenas uma única pista até o momento! Na verdade um
nome!”
Prontamente
perguntei que nome seria esse.
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terça-feira, 28 de maio de 2013
# relato 3: O título, o treino, o primeiro.
Já fazia cerca de uma semana que eu estava na Organização
SCP, estava sendo mantido num quarto isolado e durante esse tempo vários exames
foram feitos em mim. Até esse momento eu não sabia ao certo o que estava
acontecendo e mesmo que eu tentasse adivinhar, nem se compararia com o que
realmente viria a acontecer.
Certo dia um dos médicos me perguntou se eu estava me
sentindo bem. Não entendi o porquê da pergunta dele até o momento em que ele me
mostrou que meu nariz estava tendo um pequeno sangramento. Logo me lembrei de
que o mesmo havia acontecido em Burnhills. Naquele momento um flash veio na
minha cabeça. Aquele desenho. Só podia ter sido eu a desenhar aquilo, mas o que
era? Quando eu havia desenhado aquilo?
O doutor pediu para eu fazer o desenho numa folha de papel e
aparentemente logo se arrependeu de ter me pedido aquilo. Seu olhar ficou muito
assustado e sem muitas palavras, logo saiu do quarto e levou consigo a folha.
No dia seguinte começaram as atividades: pela manhã uma
sessão de interrogatório para saber o que houvera na floresta com detalhes,
pela tarde mais uma bateria de exames e a noite o comunicado que mudaria minha
vida.
Me deram uma roupa mais arrumada e me levaram para uma sala
escura. Nela um alto-falante começou a falar comigo: “Bem-vindo jovem! Você
deve estar se perguntando o que está acontecendo e vou lhe dizer. Sou o
presidente da Organização SCP e aqui mantemos criaturas e objetos com
capacidade sobrenatural, que podem ser perigosos para a humanidade ou cair em
mãos erradas. Acontece que você teve um encontro com uma criatura dessas e
nesse encontro você terminou por absorver algumas capacidades dela. O incrível
e que você permaneceu consciente, enquanto que a maioria fica em estado
hipnótico ou termina desaparecendo.”.
Até esse momento não havia lá grandes novidades para mim,
pois mesmo sem a explicação dele, eu lembrava o que havia acontecido no meu
primeiro encontro com Landaw, quando gritei tão forte que distorci seu
espectro. Definitivamente aquilo não era comum...
Então ele continuou:
Então ele continuou:
“Você deve estar se perguntando então qual a sua
participação nisso tudo! Simples! Estou montando uma nova divisão experimental
na Organização. Uma divisão inversa ao nosso trabalho rotineiro. Essa divisão
fará trabalho externo e ao invés de capturar, apenas fará monitoramento.
Acreditamos que para manter o equilíbrio perfeito algumas dessas criaturas
devem ser mantidas livres. E claro que monitorar essas criaturas não é serviço
para pessoas comuns, precisa-se de algo a mais! É aí onde você entra meu caro!
Você é o primeiro que conseguimos fazer contato, embora existam outros! Você
vai liderar esse projeto de monitoramento!”
Logo perguntei: “Então vocês querem que eu vá atrás de todas
essas criaturas que são mortais e causam os piores pesadelos das pessoas?”.
A voz respondeu: “Basicamente sim! Claro que você tem que
dizer se aceita ou não e quais seriam suas condições!”.
“Eu aceito, quero total liberdade, nada de me monitorar
enquanto eu estou trabalhando, e eu posso então nomear essa divisão?”.
Por fim ele respondeu: “Claro, sinta-se a vontade para
personalizar esse projeto, afinal ele basicamente é seu!”.
“A divisão será chamada Caçadores do Medo, e a partir de
agora pode me chamar de Master Hunter.”.
Nesse momento eu sabia qual seria meu destino. Agentes
vieram me buscar dentro da sala. Eles pediram para que eu repetisse com
detalhes o que havia acontecido no grito que dei. Após explicar novamente eles
me colocaram num carro, vendaram meus olhos e me levaram.
Lembro-me de conseguir tirar a venda e me deparar com uma
lanterna no chão e agentes fechando uma porta. Quando perguntei o que estava
acontecendo, a única resposta que obtive foi: “Aí está seu primeiro teste,
desça as escadas até encontrar o nosso fantasma!
Se você conseguir fazer o mesmo com ele, poderá subir novamente. Bem- vindo ao
SCP-87!”.
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